Aprovado pedido de empréstimo para drenagem do município
O projeto de lei que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo junto à Caixa Econômica Federal para obras de drenagem no município de Brusque quase não passou na Câmara de Vereadores durante a sessão de ontem (15). Já no finalzinho do encontro, quando tudo se encaminhava para a aprovação da proposta, surgiu um impasse. O vereador Dejair Machado (DEM) pediu que a reunião fosse interrompida para que a bancada PDT/DEM se reunisse com o objetivo de discutir o futuro do projeto.
A polêmica foi motivada pelos discursos na tribuna dos vereadores Edson Rubem Muller (PP) e Alessandro Simas (PR). Ambos responderam a críticas feitas por Machado quanto à inadimplência de Brusque com o governo federal. O questionamento do democrata foi de que se o Executivo estava contraindo um empréstimo é porque não possuía débito junto à União, conforme vem sendo destacado pelo atual governo desde o início de sua gestão. “Se você for comprar um carro e estiver com o nome sujo, não vai conseguir comprar” disse ele.
Sálvio Colombi, secretário de Orçamento e Finanças da prefeitura, esteve na reunião, a convite dos legisladores, para explicar os detalhes do contrato entre Executivo e Caixa. Ele confirmou, após questionamento do próprio Dejair Machado, que a prefeitura está, sim, inadimplente, mas que o banco aceitou a liberação do dinheiro mediante garantias de pagamentos com valores a serem arrecadados pelo do IPTU e outros impostos municipais.
Enquanto os vereadores de oposição mantinham-se reunidos, a informação de bastidores era de que seria feito pedido de vistas à proposta. Ou seja, provavelmente ela iria à votação somente em 2010, já que aquela era a última sessão ordinária do ano. Situação que, caso ocorresse, atrasaria todo o cronograma de início ou não das obras de drenagem. “Quem perde não é o governo, é a comunidade que seria beneficiada” disse um membro do Executivo presente na plateia após ouvir que a intenção de vistas do projeto havia surgido.
O clima de expectativa durou cerca de dez minutos, com membros do governo demonstrando certa apreensão pelo desfecho. Mas a decisão tomada por pedetistas e democratas foi mantida. Mesmo sem deixar de lado as criticas ao governo, o grupo votou com a bancada de situação, aprovando por unanimidade a proposta.



